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sábado, 1 de janeiro de 2011

a Nadir

A precisão de traços finos

Espelha o mestre

Poderosos sem o serem

Simples de aparência

Ocultam complexas capturas da realidade

E as cores vibrantemente alegres

Dos riscos que não o são

Escorrem fluidez que se adivinha febril

E cada traço frágil como o corpo que os alberga

Reveste a força da alma de quem pinta

Génios assim não morrem nunca!

Perduram para sempre nos riscos das memórias

Há obras que comovem a pele de quem as vê

E esta é grande demais para um só corpo

E se o tempo não morre quando alguém o escreve

Também não passa quando alguém o pinta.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

parabéns

faz hoje 6 anos
parabéns a mim
apesar de tudo...

sexta-feira, 7 de março de 2008

tão pequena como sou agora

lembro-me do cheiro dos livros novos,da excitação de comprar os cadernos, as borrachas, de alinhar os lápis de côr pela ordem do arco-íris,de me extasiar numa papelaria, da indecisão da escolha...
lembro-me de forrar tudo com o papel mais bonito que encontrei e de alinhar os livros e cadernos por tamanhos...
lembro-me de ficar a olhar para eles primeiro quietos depois não resistia a folheá-los e a admirar todos os desenhos que continham, as letras não conhecia ainda...mas eram lindas...
lembro-me de coleccionar pratas que envolviam deliciosas bolachas de chocolate, de as alisar e de as manter bem esticadinhas dentro das péginas dos livros.
lembro-me de olhar o calendário com impaciência riscando os dias que faltavam para iniciar essa aventura
lembro-me de ter chorado de medo logo no primeiro dia, era o desconhecido...
lembro-me da sala de aula, austera, das carteiras corridas de madeira, das paredes brancas onde havia uma fotografia de um senhor de idade e uma cruz, não lhe dei importância...o quadro gigante negro, os apagadores e os paus de giz alinhados por cores eram bem mais atraentes...os mapas do corpo humano, do Mundo com tantas cores, de Portugal continental e insular, do Ultramar eram grandiosos e eu era tão pequenina junto deles, tão pequena como sou agora...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

antes que me esqueça...

a todos os homens...
que me magoaram
o meu sincero obrigado
por me terem ajudado
a ser quem sou.

lembras-te...

lembras-te, filha, que um dia me disseste : "Ele não vale uma lágrima tua!"
corrijo-te hoje : "Eles não valeram nenhuma lágrima minha"
desperdício, as lágrimas são para ser usadas em coisas verdadeiramente importantes.