redescobrir-me, libertar-me de algumas das camadas de pele que teimam em não cair, reinventar-me expondo a minha nudez...
sábado, 26 de julho de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
cores novas
em tantas letras
que não conseguem formar palavras
legíveis
tropeço em mim
quando descubro
cores novas
gosto de te ver
segunda-feira, 21 de julho de 2008
pela primeira vez
dos teus sonhos
a luz ténue
das tuas noites
em claro
a tua jóia colorida
que só encontra brilho
no teu olhar
não estou distraída
nem dispersa
no tempo
que foge
a luz ténue
das tuas noites
em claro
a tua jóia colorida
que só encontra brilho
no teu olhar
não estou distraída
nem dispersa
no tempo
que foge
tão rápido
como se fosse ontem
que fiz as pazes
comigo
e com o mundo
olhas o mar
e vês-me
no meio das vagas
que terminam sempre
na praia
onde as nossas mãos
se beijaram
pela primeira vez
sábado, 12 de julho de 2008
entre cores
estridentes
permanece a nossa força
fraca de lutar
na qual nos suspendemos
tantas vezes
frente a frente
em admirações mútuas
quinta-feira, 10 de julho de 2008
não sabia ser guerreira
não tinha estandartes
só um corpo
e uma pele
nem sabia que lutava
julgava ser pacifista
descobriu-se guerreira
em lutas
quiçá quixotescas
baixou tantas vezes as defesas
desse forte
demasiadamente invadido
por piratas saqueadores
que descobriu com espanto
que afinal é guerreira
talvez mesmo
guerrilheira
da sua causa
só um corpo
e uma pele
nem sabia que lutava
julgava ser pacifista
descobriu-se guerreira
em lutas
quiçá quixotescas
baixou tantas vezes as defesas
desse forte
demasiadamente invadido
por piratas saqueadores
que descobriu com espanto
que afinal é guerreira
talvez mesmo
guerrilheira
da sua causa
quarta-feira, 9 de julho de 2008
nem toda a terra é árida por aqui
em iras descontroladas
enquanto negoceias vidas
em mesas de café
sem escrúpulos
odeio
a forma como falas
o medo
que provoca o teu desprezo
por gente
como tu
nada vales
quando sugas
os incautos
quando preenches impressos
resumindo vidas ilegais
dos que procuram
sol
em terra
supostamente acolhedora
queria dizer-te que
não temas
nem toda a terra é árida por aqui
enquanto negoceias vidas
em mesas de café
sem escrúpulos
odeio
a forma como falas
o medo
que provoca o teu desprezo
por gente
como tu
nada vales
quando sugas
os incautos
quando preenches impressos
resumindo vidas ilegais
dos que procuram
sol
em terra
supostamente acolhedora
queria dizer-te que
não temas
nem toda a terra é árida por aqui
segunda-feira, 7 de julho de 2008
hoje conseguimos rir do que ontem nos fez chorar
forte
e a terra que pisamos
firme
permanecemos
pensativos
procurando respostas
impossíveis
ofuscados por visões
do pôr do sol
permanecemos em silêncio
contemplativo
das pequenas coisas
de que somos feitos
respiramos a custo
o vento
que fustiga
mas mantemos a firmeza
perante a constante mudança
vamos crescendo juntos
confrontando perigos
obstáculos ridículos
como algumas marcas
que ostentamos
mas hoje conseguimos rir
do que ontem nos fez chorar
sábado, 5 de julho de 2008
hoje sou o teu poema
por escrever
todas as tuas palavras
não ditas
hoje sou o teu esquiço
de amor
sou o efémero
tornado eterno
hoje sou a vida
por percorrer
sou a sombra
do deserto
a galáxia mais distante
que guardas
na palma da tua mão
hoje reflectes-me
no teu sorriso
no teu olhar
na tua voz
hoje sou o banco de jardim
em que um dia
nos sentaremos
em recordações
hoje entrelaçaremos as mãos
tocando a pele
que nos deixaram
hoje somos os dias
de surpresa
em que tudo faz sentido
amanhã
reinventar-me-ei de novo
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