redescobrir-me, libertar-me de algumas das camadas de pele que teimam em não cair, reinventar-me expondo a minha nudez...
quarta-feira, 25 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
e tu nem soubeste que te vi
em pesos nunca sonhados
vi-te a pele encarquilhada
escondida atrás dos risos
senti instantes da vida
escorrer-te por entre os dedos
nos socalcos em que te moves
bem fundo
nos teus degredos
ontem vi-te
de passagem
em cenas idealizadas
vi-te em casas
de romances
em curvas bem apertadas
ontem vi-te
nos riachos
que carregas como cruz
em aguas tão cristalinas
onde só transborda a luz
vi-te em crias que defendes
em noites de tempestade
ontem vi-te da janela
e tu nem soubeste que te vi
domingo, 22 de junho de 2008
o tempo vela a eternidade
não suspendas o tempo
em suspensões irreais
vive
sofre na pele
rebela-te
ama
odeia
mas não percas tempo
com o tempo
em iras tão insensatas
parte de onde estás
ignora o teu redor
se sentires que é certo
o teu caminho
não julgues os teus momentos
esculpidos em pedras duras
o tempo será eterno
só tu é que não perduras
sábado, 21 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
hoje não te peço que leias
as palavras que traduzo
peço-te só que me sintas
em imagens distraidas
de abandonos
quinta-feira, 19 de junho de 2008
hoje sinto flores
quando me movo no cheiro
da sua fragilidade
hoje as flores
coloriram-se só para mim
matizadas de cheiros fortes
e trouxeram árvores
exuberantemente verdes
não corre nenhuma brisa
a natureza estática dinamiza-se
em maravilhas simples
feitas de pássaros
prisioneiros de instintos
e de flora instintivamente livre
hoje está um belo dia
e eu estou à flor da pele
busco-te em palavras
nem todas as rosas
terça-feira, 17 de junho de 2008
estamos sós
como tantos outros
solitáriamente em percursos
ora de vales
verdejantes
ora de montanhas
ingremes
em desalentos de solidão
repelente
entranhada em nós
invejámos tantas vezes
os que seguiam
em dias de risos
que queriamos nossos
um dia abriremos portas
de outras rotas
bloqueadas por códigos
desconhecidos
que procuraremos decifrar
solitáriamente em percursos
ora de vales
verdejantes
ora de montanhas
ingremes
em desalentos de solidão
repelente
entranhada em nós
invejámos tantas vezes
os que seguiam
em dias de risos
que queriamos nossos
um dia abriremos portas
de outras rotas
bloqueadas por códigos
desconhecidos
que procuraremos decifrar
segunda-feira, 16 de junho de 2008
estou em brancos
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